O Fax do Nirso

18 06 2009

Um gerente de vendas recebeu o seguinte faz de um dos seus novos vendedores:

“Seo Gomis, o criente de Belzonte pidiu mais cuatrucenta pessa. Faz favor tomá as providenssa. Abrasso, Nirso.”

Aproximadamente uma hora depois, recebeu outro:

“Seo Gomis, os relatório di venda vai xegá atrazado proque tô fexando umas venda. Temo que manda treis mil pessa. Amanhã tô xegando. Abrasso, Nirso.”

No dia seguinte:

“Seo Gomis, num xeguei pucausa de que vendi mais deis mil em Beraba. Tô indo pra Brazilha. Abrasso, Nirso.”

No outro:

“Seo Gomis, Brazilha fexô vinti mil. Vô pra Frolinopolis e de lá pra Sum Paulo no vinhão das cete hora. Abrasso, Nirso.”

E assim foi o mês inteiro. O gerente, muito preocupado com a imagem da empresa, levou ao presidente as mensagens que recebeu do vendedor. O presidente escutou atentamente o gerente e disse:

– Deixa comigo, que eu tomarei as providências necessárias!

E tomou… Redigiu de próprio punho uma viso e o afixou no mural da empresa, juntamente com as mensagens de fax do vendedor:

“Os PHD do çetor de marquetingue da impreza ki num mostrá cirviçu tão dimitido çumáriamenti, incrusivi o Gomis. Motivu: diproma dimais, cumpetença dimenus! A parti di oje nois tudo vamu fazê feito o Nirso. Si priocupá menos em iscrevê serto, mod vendê maiz.

Acinado, o prizidenti.”


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18 06 2009
Douglas

– A CULPADA É A FACA.

Alguns dias atrás, vi na televisão, um advogado, muito eufórico criar a defesa de sua cliente, que havia esfaqueado o marido, dizendo a respeito de que quando o crime foi cometido, a filha da mulher acusada, estava agarrada a sua perna (só faltou chorar para comover mais ainda). É evidente que do modo que ele falou, estava comovendo o povo brasileiro, que é um povo bem emotivo, para ficar ao lado da sua cliente.
Penso que futuramente, esse mesmo causídico irá defender a sua cliente dizendo que não foi ela que feriu o marido, mais sim a faca. Pois, durante a discussão a faca estava entre os dois, portanto, ela estava atrás da faca, como poderia atingir o marido. E, a faca consumiu o intento de ferir a pessoa. Até vejo a oratória:
Senhores jurados, apresento a prova fundamental, a faca que feriu o marido. Vejam o brilho frio, parada sem o movimento para não chamar tanto a atenção, sem sentimentos algum. Olhem para a minha cliente, cheia de sentimentos, viva, com uma criança para cuidar, aquela mesma criança que estava agarrada a sua perna, quando num momento de fúria, a faca em questão atingia seu marido, e, ela estava somente segurando o cabo desta estranha criatura, sem sentimentos que feria seu marido, que continuava a ferir o marido até o seu óbito. Pensem nesta criatura sem alma, nesta criatura fria, com sentimentos cortantes que esta ali parada. Chamo a atenção de que o culpado desta situação, não é minha cliente, mas sim o fabricante da faca que chamo aqui para testemunhar a má criação da faca. Como podem ver, ele a vendeu no mercado, tornou-se um objeto infeliz, sem lar, desejada por alguns e, como uma escrava desajustada com o meio em que vive e viveu, ela foi vendida novamente para a minha cliente, sem saber o que estava comprando para a sua casa. É como se fosse, uma cena da filme do Dormindo com o Inimigo, no caso, o inimigo morava na cozinha, por ser um objeto de procedência duvidosa, visto que foi comprada num mercado de objetos baratos.
Eu suplico que os senhores pensem, como que pode um homem em sã consciência vender uma faca, com tendencias homicidas no mercado, como pode alguem lucrar com o mal praticado contra outrem? O culpado é o fabricante da peça em questão, por que se a faca não houvesse sido vendida no mercado, como um simples objeto frio, homicida e calculista, o crime não seria cometido.
Assim, rogo pela razão dos Senhores e Senhoras do juri, a absolvição da minha cliente, que não mais tentou por um motivo qualquer, pois estava naquele momento errado atrás do cabo da faca, evitando que ela atingisse varias vezes seu marido. Minha cliente, tentou ser a heroína e, por falta de uma observação mais adequada do nosso sistema penal, foi acusada de um crime que não cometeu, mas tentou evitá-lo. Pense na criança que na hora presenciou a faca atingindo seu pai e o fabricante que colocou essa homicida no mercado para atingir as pessoas de bem, como a minha cliente. Peço a sua Absolvição, e, tenho dito.

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